As alunas da Turma B do Curso Dandaras apresentam seus trabalhos finais de conclusão de curso

A hora de colocar em prática os saberes e conhecimentos adquiridos ao longo da formação.


No último sábado (14/09) ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a apresentação dos trabalhos finais das alunas da turma B do  Curso Dandaras – Construindo o Pensamento Crítico e Promovendo a Formação Política com Mulheres Negras do Rio Grande do Sul, promovido pela Akanni – Instituto de Pesquisa e Assessoria em Direitos Humanos, Raça, Gênero e Etnias. Um dos objetivos do Curso Dandaras era que as participantes, elaborassem e executassem projetos que estimulasses a troca de saberes e produção de conhecimentos com mulheres negras de suas comunidades, ou nas organizações que estão inseridas, empoderando e fortalecendo a identidade negra.

O Curso Dandaras busca por meio da formação e articulação de diversos segmentos de mulheres negras (principalmente quilombolas, jovens, trabalhadoras domésticas, moradoras de periferia, transessuxais, lésbicas e/ou bissexuais) o fortalecimento das organizações e comunidades que estas compõem. Desta forma os trabalhos finais tinham como objetivo ampliar a rede conscientização política e o pensamento crítico de enfrentamento ao racismo, machismo e sexismo, por isso cada participante, em projetos feitos em grupo ou individualmente, visaram ações sobre empreendedorismo, planejamento das finanças, saúde mental e afetividade para mulheres negras, direitos sexuais e reprodutivos, entre outras.



Confira algumas das ações apresentadas e produzidas pelas participantes:

Empreendedorismo e Black Money – Empreender, circular $$ e Organização Financeira (Clarícia Domingues, Diandra Martins, Maíra Domingues e Thayna Brasil)

Em um primeiro momento, as participantes enviaram um questionário para mulheres negras empreendedoras em alguns grupos de WhatsApp e redes sociais, as perguntas foram criadas a partir da necessidade de conhecer um pouco sobre as mulheres que empreendem ou querem apreender. Em um segundo momento, o grupo realizou uma oficina voltada para mulheres negras em que trataram sobre o que é Empreendedorismo, Empreendedorismo Feminino e Afro Empreendedorismo.

Mandiga Finanças (Desirée Gomes)

O trabalho se propõe informar e estimular jovens da zona leste de Porto Alegre um novo paradigma em relação ao dinheiro e sobre a influência do Capitalismo. Para tal foi realizada uma roda de conversa com jovens na faixa etária dos 14 a 24 anos que estejam cursando os anos finais do Ensino Fundamental ou que já tenham concluído o Ensino Médio, priorizando os oriundos da rede socioassistencial. A palestrante convidada para tratar do tema foi a Dita Prates, Bacharel em Ciências Contábeis e Administração de Empresas.

Mulher Negra: Saúde Mental e Afetividade (Lílian Pereira Anastácio e Rossana da Rosa do Carmo)

Com objetivo de levar à comunidade uma escuta qualificada sobre as suas questões afetivas, emocionais, medos e anseios, as Dandaras  pretendem realizar rodas de conversa com mulheres negras com as mulheres negras alunas dos cursos do Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Alvorada para tratarem de suas questões através da afetividade. “Negritudes: projeto integrador” – produzido pelas Dandaras: Cláudia Moraes, Élida Machado, Márcia Carvalho e Maria José D’Ávila. A realização de roda de conversa com mediações expositivas dos contextos e histórias de vida das participantes no Centro Comunitário Madepinho (CECOPAM) com o objetivo de promover e fomentar as raízes culturais Afrobrasileiras, divulgar o espaço artístico e esportivo.

Eu, corpo e identidade (Karen Nunes, Thamy Souza e Rita Silva)

Com o objetivo de proporcionar um momento de conversa sobre a identificação com o corpo, trazendo a realidade da mulher negra e o enfretamento ao racismo, as participantes realizaram uma roda de conversa com mulheres entre 18 e 53 anos, estudantes do EJA Ensino Médio da Escola Estadual José do Patrocínio no bairro Restinga Velha em Porto Alegre. A questão norteadora foi: em que momento você percebeu a diferença entre pessoas negras e não negras?.

Direitos Sexuais e Reprodutivos e Auto Estima (Adriana Rodrigues, Elenir Marques, Josiane Pontes, Vanessa Silva e Vera Rosa)

As Dandaras desenvolveram duas rodas de conversa, uma sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos e a outra sobre Auto Estima. O objetivo foi instrumentalizar e informar adolescentes da Escola de Ensino Fundamental madre Maria Selima, no Bairro Alameda em Porto Alegre, quanto aos serviços de atendimento à saúde, os métodos contraceptivos e campanhas de prevenção. As atividades foram facilitadas por Sandra Helena Gomes da Silva, que tem ampla experiência na área da saúde onde atua na coordenação do GAPA – Grupo de Apoio à Prevenção da AIDS e na Coordenação do GT Mulheres do MNU/RS (Movimento Negro Unificado), e Vanessa Silva, historiadora e mestranda do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Educação Antirracista (Natasha Santos de Moura)

Com o objetivo de desmitisficar e modificar a visão impregnada de senso comum sobre o continente africano a Dandara realizou uma aula sobre as características de alguns países da África com alunos do 8º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Guanabarra no bairro Niterói em cidade de Canoas.

O papel da linguagem como instrumento de opressão ou como resgate da humanidade de pessoas pretas: analisando a história e buscando alternativas (Roberta Liana Vieira e Rosângela dos Santos)

Tendo em vista que a importância da oralidade para nós pessoas negras tem origem ancestral, as Dandaras propõem a criação de um Coletivo de mulheres negras do Curso Dandaras para refletirem sobre linguagem como instrumento de poder, exercitando e articulando a fala de forma coletiva e horizontal como forma de potencializar a oralidade. Assim, pretendem realizar reuniões mensais com as integrantes do mesmo para exercitar a oratória e a realização leituras em conjunto sobre a oralidade, linguagem e fala.

Projeto Criar a partir do Sentir (Josiane França e Monique Machado)

O projeto criado pelas participantes pretende incluir pessoas com deficiência nas oficinas de confecção de criação de suas próprias bonecas de pano. Através das oficinas pode-se perceber a potencialidade e possibilidades onde as pessoas com deficiência, principalmente as deficientes visuais, assim estas oficinas tornam-se uma boa atividade terapêutica em grupo.

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